23 de Abril de 2012

Os livros não se medem às páginas,

assim como os homens não se medem aos palmos. Vem isto a propósito do livro de Rob Riemen, "O eterno retorno do fascismo", um lúcido, profundo e corajoso ensaio filosófico, profético, de somente 78 páginas. Um alerta à Europa, sobre o perigo do fascismo que não está morto, como muitos poderão pensar, apenas adormecido, à espera de regressar. Ele é como "o bacilo da peste não morre nem desaparece nunca". Portugal, que durante quase cinquenta anos foi escravizado por ele, bem pode precaver-se contra tal perigo, não embarcando com aqueles que, por estupidez ou má fé, negam que ele exista. Existe e há sinais bem evidentes que o provam, basta que tenhamos os olhos bem abertos.

19 de Março de 2012

Dia do pai

É verdade, é o dia do pai, de todos os pais, e, portanto, um dia também meu, que sou pai e até nasci num dia 19. E foi um dia nada mal passado. De manhã cedo fui a uma consulta no centro médico. A médica chegou só atrazada meia hora - nada mau! - era bastante simpática, e as análises não assustavam, pelo contrário. Ainda antes do almoço os meus filhos, a Teresa e o Manel, telefonaram a dar-me os parabéns. A minha filha fez mesmo uma composição no seu blogue, sobre o dia do pai, de mim claro está, muito bem esgalhado, perdoe-se-me o termo. O meu neto David veio almoçar e passar a tarde connosco. E agora à noite estive a ler um artigo do Correia Campos, no Público, o menos mau dos nosso jornais de referência, que diz umas verdades bem grandes. Um dia nada mal passado, este dia do pai.

20 de Setembro de 2011

Pergunta-se:

Será que o imposto que nos vai surripiar uma parte do nosso subsídio de Natal, foi já lançado com o propósito de vir a cobrir o "escondido buraco" da Madeira?

14 de Setembro de 2011

Oxalá!

Ana Gomes no "Causa Nossa": Temos líder! Foi o que ouvi a muitos militantes - e o que senti também - hoje à saída do Congresso do PS em Braga. Depois de um discurso mobilizador e transformador do Secretário Geral, António José Seguro. E a transformação já começou no enunciado de ética na acção política ... e de abertura de horizontes.

Oxalá Ana Gomes tenha razão, que a mobilização se faça e que o seu actual líder tenha a força e a coragem do anterior, mas estranhe-se que concorde agora que aos políticos do PS tenha faltado ética na acção política, e vontade na abertura de horizontes, e nunca o tenha denunciado.

13 de Setembro de 2011

Aguardemos!

Não sou militante partidário, assim, não sou militante do PS, mas se o fosse teria votado em Sócrates, como agora teria votado em Assis. António Costa fez bem em não se candidatar agora à chefia do partido. O aparelho queria voltar a ter o protagonismo que Sócrates não lhe dava e Seguro era o homem deles. Seguro que nunca reagiu às ofensas e ataques sofridos pelo secretário geral do seu partido, mas que aplaudiu de pé o discurso do PR, na Assembleia da República, contra o governo do PS. Atitudes que não podem ser ignoradas nem esquecidas. Enfim, aguardemos o que se segue, não com muita esperança, infelizmente.

7 de Julho de 2011

Um pontapé!

Não sei, nem ninguém sabe ao certo, o que aconteceria se o PECIV não fosse chumbado e o governo de Sócrates continuasse a dirigir o país. Mas sei o que aconteceu e o que está a acontecer com o PSD a chefiar os três órgãos de soberania, PR, AR e Governo. Portugal foi atirado para o lixo! Surpresa? Para eles e para os comentadores que os apoiam, parece que foi. O primeiro ministro diz que foi como que um murro no estômago. Eu diria que foi mais como que um pontapé nos ditos cujos, pontapé que, justamente, ainda sobrou para mais alguém, um pouco mais acima.

1 de Julho de 2011

Honra lhe seja!

Ontem na A.R. a intervenção, o discurso, mais bem estrurado, mais inteligente, mais certeiro, de crítica ao programa do governo, foi o do deputado independente pelo partido socialista, Basílio Horta, ex-militante e dirigente do CDS/PP.